quarta-feira, 16 de abril de 2014

cafés de quarta

Eu nunca soube definir o que é agressivo demais que machuca a gente. Nem o que é proibido demais para acharmos um absurdo. Nem o que faz alguém não querer nunca mais ver um outro alguém. O que eu sei é que fins felizes não são possíveis. E o que faz chorar é a convivência. Isso eu realmente conheço. 
Talvez venha daí minha vontade de querer não existir por alguns dias seguidos, de que ninguém lembre de mim, por mais que eu goste de pessoas. Sou por dentro, nunca fui e nem sei ser por fora. 
As coisas são bonitas só por pouco tempo, quando são. 
Preciso aprender que ser um não é ruim, que a vida ta aqui pra acabar com sonhos mesmo, e se por acaso, construirmos mais alguns por ilusão, espero que morram rápido também. 
A vida da gente começa em alguma parte, e não é no nascimento não.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

cafés de domingo

Talvez eu seja uma viciada. Com algum tipo de felicidade incubada e um tanto autista. 
E o problema nem é remédio, e sim algo um pouco mais perturbador e envolto de um ciclo que cause uma incompatibilidade geral entre mente e corpo. Algo sustentado por um estado de leveza prazeroso e insônia profunda. 
Estar vivo é quase que inerte aos olhos abertos quando que de olhos fechados continuo vendo tudo já que nenhum tipo de mundança acontece assim tão rápido dentro de uma realidade pré estabelecida. Um sentido focado em bolhas. 

(um café forte com sorvete, em canecas separadas, olhando as estrelas e conversando sobre a vida.)