quarta-feira, 16 de abril de 2014

cafés de quarta

Eu nunca soube definir o que é agressivo demais que machuca a gente. Nem o que é proibido demais para acharmos um absurdo. Nem o que faz alguém não querer nunca mais ver um outro alguém. O que eu sei é que fins felizes não são possíveis. E o que faz chorar é a convivência. Isso eu realmente conheço. 
Talvez venha daí minha vontade de querer não existir por alguns dias seguidos, de que ninguém lembre de mim, por mais que eu goste de pessoas. Sou por dentro, nunca fui e nem sei ser por fora. 
As coisas são bonitas só por pouco tempo, quando são. 
Preciso aprender que ser um não é ruim, que a vida ta aqui pra acabar com sonhos mesmo, e se por acaso, construirmos mais alguns por ilusão, espero que morram rápido também. 
A vida da gente começa em alguma parte, e não é no nascimento não.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

cafés de domingo

Talvez eu seja uma viciada. Com algum tipo de felicidade incubada e um tanto autista. 
E o problema nem é remédio, e sim algo um pouco mais perturbador e envolto de um ciclo que cause uma incompatibilidade geral entre mente e corpo. Algo sustentado por um estado de leveza prazeroso e insônia profunda. 
Estar vivo é quase que inerte aos olhos abertos quando que de olhos fechados continuo vendo tudo já que nenhum tipo de mundança acontece assim tão rápido dentro de uma realidade pré estabelecida. Um sentido focado em bolhas. 

(um café forte com sorvete, em canecas separadas, olhando as estrelas e conversando sobre a vida.)

domingo, 17 de novembro de 2013

cafés de domingo

Talvez respirar seja realmente agressivo e contar o passar do tempo pelas batidas de um coração descompassadamente impossível. Talvez o homem, na velhice, respire melhor pelo desgaste já causado antes e seu coração bata menos pela vida passada, por tudo não alcançado e que ele teve que aprender a esperar, sem nem ao menos querer. Por tanto rir ou chorar, por sentir, ou sei lá, pelo passar.

(café de hoje: café amargo em uma tarde chuvosa de bons papos com primos que há muito não se viam, proveitoso e memorável, gosto de saudade morta.)

sábado, 16 de novembro de 2013

cafés de sábado

Seja lá como for, (acordando cedo demais nos fins de semana ou tomando cafés ruins por lugares na cidade) espero que saia respirando aliviadamente, pensar dá desespero interno, viver da aflição no coração em alguns momentos, deixar algumas coisas pelo caminho causa melancolia, e a felicidade está escondida em cada pedaço de pele, nos olhos principalmente. Se sinta inteiro por mais que o tempo passe e tudo pareça ir pro lado errado, não deixe de olhar nos olhos e sentir alegria pelo menos uma vez por dia, nem que seja de você para com você mesmo.

(café de hoje: um café do curso de inglês Wizard, feito com uma água fervente então nada de sabor, apenas o gosto de queimado, infeliz café.)

cantando: Ida Maria - Keep Me Warm

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

cafés de sexta

Um tempo atrás eu estava como um.. um avestruz.
Enfiava a cabeça em um buraco e raramente saia, e quando saia sentia medo.. Não via o Sol a meses e a Lua. Um tanto mofada e antiga se se olhasse pra dentro (precisando de olhos novos e ideias arrebatadoras talvez).
E por estar assim, de cabeça baixa pro mundo, algumas ideias estavam encaixadas. Na verdade muito mais que encaixadas, estavam igual a um tetris, em que as pedrinhas se encaixam tão bem (até o lvl 28, talvez?) é, mas muito além de um tetris as ideias estavam estagnadas (sem sair do lvl 28) dando certa claustrofobia e vontade de gritar.
Literalmente, estavam em caixas. Encaixadas em caixas de sapato. Dando chulé.
Dai acordei um dia desses, olhei pra cima e decidi dar uma volta além da minha cabeça na fase 28 do tetris.. e surgiram ideias novas e muita vontade. 
Vontade até de trocar de vocabulário. E comecei, muito mais simples do que eu esperava, mas disposta a deixar de ser eu com raízes.
Alguns efeitos contrários estou tendo, e (vou dizer) com certa preocupação de deixar um tanto de coisas pra trás, tentarei ao máximo levar as mais importantes comigo, nos bolsos ou onde der.
Com um pé atrás e me olhando de lado no próprio espelho do banheiro, vou indo em direções que façam uma considerada bagunça na minha vida. Com um certo desprendimento e principalmente disposta a arrancar todos os post-its da minha memória, pra dar jeito de arriscar e tentar como se nunca tivesse visto ou experimentado.


Apresentei minha inconstância, minha mais nova meta sem previsão... com as ideias saindo da caixa de sapato e deixando de ser um avestruz. 
Com certa alegria ao sorrir, e com certeza, com um copo de café do lado.
(café de hoje: uma caneca grande, com café coado no estilo vó, sem açúcar e bem frio, impecável!)