sexta-feira, 15 de novembro de 2013

cafés de sexta

Um tempo atrás eu estava como um.. um avestruz.
Enfiava a cabeça em um buraco e raramente saia, e quando saia sentia medo.. Não via o Sol a meses e a Lua. Um tanto mofada e antiga se se olhasse pra dentro (precisando de olhos novos e ideias arrebatadoras talvez).
E por estar assim, de cabeça baixa pro mundo, algumas ideias estavam encaixadas. Na verdade muito mais que encaixadas, estavam igual a um tetris, em que as pedrinhas se encaixam tão bem (até o lvl 28, talvez?) é, mas muito além de um tetris as ideias estavam estagnadas (sem sair do lvl 28) dando certa claustrofobia e vontade de gritar.
Literalmente, estavam em caixas. Encaixadas em caixas de sapato. Dando chulé.
Dai acordei um dia desses, olhei pra cima e decidi dar uma volta além da minha cabeça na fase 28 do tetris.. e surgiram ideias novas e muita vontade. 
Vontade até de trocar de vocabulário. E comecei, muito mais simples do que eu esperava, mas disposta a deixar de ser eu com raízes.
Alguns efeitos contrários estou tendo, e (vou dizer) com certa preocupação de deixar um tanto de coisas pra trás, tentarei ao máximo levar as mais importantes comigo, nos bolsos ou onde der.
Com um pé atrás e me olhando de lado no próprio espelho do banheiro, vou indo em direções que façam uma considerada bagunça na minha vida. Com um certo desprendimento e principalmente disposta a arrancar todos os post-its da minha memória, pra dar jeito de arriscar e tentar como se nunca tivesse visto ou experimentado.


Apresentei minha inconstância, minha mais nova meta sem previsão... com as ideias saindo da caixa de sapato e deixando de ser um avestruz. 
Com certa alegria ao sorrir, e com certeza, com um copo de café do lado.
(café de hoje: uma caneca grande, com café coado no estilo vó, sem açúcar e bem frio, impecável!)

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